quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Linha 4, pág. 44

No meio de um parágrafo e palavras encontro o inesperado: sorrisos, lágrimas e eu mesma.
Reajo porque me encontro, perdida que estava no mundo dos objetos, da carne, das sensações.
Quando me encontro, só existe uma sensação e não várias; encontro aquela que sempre se busca e não as outras – que camuflam o amor. E amor é plenitude. 
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“É uma cidade igual a um sonho: tudo o que pode ser imaginado pode ser sonhado, mas mesmo o mais inesperado dos sonhos é um quebra-cabeça que esconde um desejo, ou então o seu oposto, um medo”.  (p. 44)

CALVINO, Ítalo. As cidades invisíveis. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
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Surpreendo-me.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Átomos e identidade

“Pergunta: Dois espíritos simpáticos são complemento um do outro, ou essa simpatia resulta de uma identidade perfeita?
Resposta: A simpatia que atrai um espírito a outro é o resultado da perfeita concordância de seus pendores, de seus instintos; se um devesse completar o outro, perderia sua individualidade.” (p. 287)

LEAL, José Carlos. O longo voo das gaivotas: um estudo sobre a reencarnação do ponto de vista espírita. Rio de Janeiro: CELD: ICEB, 2001.
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‘A diferença entre um pedaço de pedra e um átomo é que o átomo é minuciosamente organizado, ao passo que a pedra não. O átomo é um modelo-padrão e a molécula e o cristal também. Mas, a pedra, embora feita desses padrões, é apenas uma simples confusão. Só quando surge a vida é que se obtém a organização em escala maior. A vida toma os átomos, moléculas e cristais; mas, em vez de fazer uma confusão com eles, como a pedra, os combina em padrões próprios novos e mais elaborados.’ (p.145)


HUXLEY, Aldous. O tempo deve parar. Rio de Janeiro: Globo, 1987.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Surpresa inesperada

18/2/15

Algo paira no ar
Leve, envolvente

O dia é nublado
Mas cheio de raios de sol

O mar está longe e perto
Respiro as ondas

Cuido de mim
Estou plena de Ti

Sem buscar,
Encontro-te dentro

Os seres em sintonia são a felicidade

Não há mais dentro e fora
Somos um, todos nós

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Hear the voice of

8/2/15

First there was noise
Then words
And, finally, silence

I could know my own heart
When my personality was shushed

The voice of silence
Could, now, reach me

I found peace,
Kindness

I could not hurt anyone
And I was in tuned with greatness

I had no desires,
No emotions

And an energy began to grow
I was silence

Connected to nature,
And people and beyond

I was light expanding
I was the certainty
I was walking the path to truth

[silence]


I am love

sábado, 31 de janeiro de 2015

Novo mundo, novo olhar

Eu já tive sonhos em que era impossível determinar se tinham acontecido realmente ou não. Eu já senti o efeito antes de algo acontecer. O tempo e o espaço não existem, assim como a memória. Constantemente crio situações que não aconteceram e elas interferem no meu ato de relembrar. O mundo não é bem como a gente pensa e defende, e, se você aponta uma forma diferente de encará-lo, estão prontos para lhe tacarem pedras.
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Como se chama aquele que tem boa memória?  

sábado, 24 de janeiro de 2015

Ursa da caverna

“(...) Não posso responder, e se insistem com a pergunta a nossa conversação acaba agora mesmo, cada um ao que lhe competia, eu à guarda do jardim do éden, vós à vossa gruta e à vossa fome, Nesse caso, em pouco tempo morreremos, disse adão, a mim ninguém me ensinou a trabalhar, não posso cavar nem lavrar a terra porque me faltam a enxada e o arado, e se os tivesse seria preciso aprender a manejá-los e não haveria quem mo ensinasse neste deserto, afinal melhor estaríamos com o pó que éramos antes, sem vontade nem desejo, Falaste como um livro aberto, disse o querubim, e adão ficou contente por ter falado como um livro aberto, ele que nunca havia feito estudos.” (p.26)  

SARAMAGO, José. Caim. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.
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Assim que o telefone foi desligado e deitou-se na cama, na escuridão que a engolia, a máscara caiu. Era uma pobre fracassada. Em pouco tempo, o nariz já estava entupido e o choro cessava. O que fazer agora? Que dor no corpo e na alma por não conseguir chegar aonde se quer chegar!

O sono foi pesado, com alguns sonhos.

E, logo cedo, já acordada, de pé, a melancolia. E para se somar à tristeza, onde estava aquele papel que ela tanto precisava e só agora se dava conta, estava perdido. Tudo dando errado! A avalanche fechava-se sobre ela, sufocando. Decidiu por seguir sem o papel, depois daria um jeito.   


E a vida veio tirá-la do buraco: “Buscai primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas estas coisas se vos acrescentarão”.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Bode da colina

Quero fazer duas coisas ao mesmo tempo. Se eu fizesse uma e depois a outra, eu teria que dividir o meu tempo e saber quando parar uma e começar a outra. E elas separadas não têm o mesmo gosto delas juntas – uma dentro da outra. Como nós mesmos somos: inúmeras coisas dentro de um corpo. Encontrar essa sintonia, das duas fazer uma só, um foco pleno e apenas ser.
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Semana passada teve mais uma jogatina no Fernando. Dessa vez, deu pra jogar dois jogos: