segunda-feira, 1 de setembro de 2014

1 em 3 tweets



Dia cheio, dia vivido.
Sol de setembro, seus raios
Para meu deleite.
Sem amarras, poetizo.
Um ponto,
Um conto,
Reconto: aumento.
O dia foi
.
O dia foi longo
Não cabe aqui,
nem em mim
Invade, se esvai enfim
Lua de setembro, enfeitiça-me
Embala o sono ressonado
Ecoa ondas salgadas e
.
Perdoa minhas travessuras.

domingo, 31 de agosto de 2014

Cair e levantar


“O segredo supremo devia ser contado ao ministério; primeiro, que as árvores estão vivas; depois, não existe crime; depois, o amor, o amor universal, murmurou, arfando, tremendo, extraindo penosamente essas verdades profundas que exigiam, tão fundo estavam, tão difíceis eram, um esforço imenso para enunciar, mas o mundo estava inteiramente transformado por elas, para sempre.” (pág. 80)

WOOLF, Virginia. Mrs. Dalloway. Porto Alegre, RS: L&PM, 2012.   
.
.
Falha humana
30/08/2014
Ouço ao longe uma voz
Um lamento que me dói no peito
Uma súplica fraca e humilde
Um irmão
Inerte me mantenho, entre os meus
Sem ação ainda, permaneço
Mesmo sabendo que é dever atender
Calo
Mesmo sabendo que é pior estacar
Falho em Teu nome
Falho uma segunda vez ao negar
E o erro permanece
Eterno?
Meu erro,
Nosso erro.
Perdoa-me, irmão, porque falho.

sábado, 30 de agosto de 2014

Futuro

Em apenas um quarto de hora, naquela manhã nublada, todo o seu futuro fora traçado, ou melhor, esclarecido. Parecia loucura. E fazia sentido. Sentia como se fosse certo, os planos aconteceriam da forma imaginada e o melhor: sem medo.
.
.
- Viu como sou honesta? Entreguei o dinheiro que encontrei, e era dela. Imagina precisar pedir dinheiro para almoçar?
- Podemos ir além? Se ela fosse uma desconhecida, você ainda tomaria essa atitude?
- Certamente.
- E se ela fosse um desafeto?
.
.
Vida

O menino de três anos disse
sobre o velho
que ele era muito velho,
mas que ainda não estava morto.
Às vezes receio que
de mim ele diga agora
que já ando muito morto
mesmo sem ainda ser velho

Poema de Pedro Lenz tirado do “Prosa e Verso” de hoje.
Esse poema tem um ar familiar...

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Tim Green

O corpo reflete a alma: inchada.
.
.
O sol me basta.
Abro os braços de olhos fechados em direção à luz, ao calor.
Sei que me basto – o sol fulgura.
Reflito o que de melhor escondo; camada após camada me recarrego de tua energia,
Ativo o que já há em mim.
A água me basta e procuro o sol, a luz, e estou completa.
Broto, transcendo o mundano.
O mundo não me é suficiente, preciso de mais e busco.
Sou a semente do que você desconhece, do que lhe fará se deslumbrar.
Mas, ainda, você, não me reconhece.
Sou o que você resiste, não resista.
Viva a vida. Não tenha medo de desbravar.
Coragem, avante!
Viva a nova vida: doar, doar, doar.
 Cada presente um sopro divino.
Um olhar deslumbrante adiante, além do alcance.
“Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”.
E choramos por nos conhecer mais a fundo,
Por nos perceber vivendo limitações, erros e vícios.
Naturalmente a escolha foi feita;
Não de forma fácil, mas como uma onda que vai e volta em um recipiente fechado, buscando qualquer fresta para escapar à prisão e se juntar às outras gotas do grande oceano,
Que é um só, separado por terras,
Pelo pó, pelas belas rochas que nos sustentam.
Porque não consigo fechar os olhos?
Nessas águas turbulentas para onde vou?
.
.

Avisto férias, senhor, ali na esquina!

domingo, 17 de agosto de 2014

Príncipe Davi


Soube dia desses dessa iniciativa para ajudar um menino que teve meningite e precisou ter braços e pernas amputados. Uma amiga da faculdade que falou do caso, ela tem contato direto porque a iniciativa vem de onde ela trabalha.

Há uma página no facebook: https://www.facebook.com/ajudadavi

Lá você encontra uma lista de medicamentos e postos de arrecadação para deixar doações, assim como, a conta dos pais para depositar dinheiro.

Vamos nos mobilizar? Toda e qualquer ajuda é bem-vinda!
.
.
Hermínio ainda me acompanha.
Dante vem logo em seguida, meio desanimado, meio devagar.
E por último: Virgínia e a outra Clarissa, uma que veio primeiro, antes dessa que vos fala.

sábado, 16 de agosto de 2014

God's not dead

Sem volta
13/8/14

No início, o amor era vazio.
Com o tempo fui percebendo...
O amor fez sentido
(Quando me abri para ele e pude senti-lo)

Agora amo mesmo
Não mais repito palavras vazias
O verbo agora é cheio, lindo, caloroso
Porque persegui, porque busquei.

Ninguém nasce sabendo
O que é amar. Podemos até
Ser amados. Mas o ato de amar,
Depende da nossa vontade.

Hoje procuro amar a tudo e a todos:
O sol, as plantas, os desconhecidos e
Aqueles que dificultam a vida.

Agora que me abri,
Não tem mais volta,
Não tem outro
querer – e amo.
.
.
É, não tem jeito, crescer dói.
.
.
Que saudades de escrever, de tentar colocar em palavras o que borbulha.

domingo, 10 de agosto de 2014

Ontem

Há muito tempo que estou cá a pensar: o que leva uma pessoa a ser forte? Alguém que não se abala. Como uma árvore de copa frondosa e tronco quilométrico.
.
.
“As pessoas com uma fé verdadeira se distinguem por uma qualidade que todos nós reconhecemos. Essa qualidade é a graça. Uma pessoa com fé é graciosa em seus movimentos porque suas forças vitais fluem fácil e livremente pelo seu corpo. Ela é graciosa em suas maneiras porque não está presa a seu ego ou a seu intelecto, sua posição ou seu poder. É um todo com seu corpo e, através do seu corpo, com toda a vida e o universo. Seu espírito é luminoso e brilha com a chama da vida que há dentro dele.” (p.220)

LOWEN, Alexander. O corpo em depressão: as bases biológicas da fé e da realidade. São Paulo: Summus, 1983.
.
.
Nunca tinha ido a um enterro. Foi enriquecedor, fazer parte de uma coletividade que diz "Adeus" ou "Até logo".