domingo, 20 de julho de 2014

Recomeçar

Nova folha em branco e já começo a sentir a nossa velha conhecida. Ouço sobre o árduo trabalho que é conhecer a si mesmo e me deixo afundar. Enquanto todos avançam, fico no mesmo lugar, fico mas não fico, parece. Foi escolha por instinto ou incompetência. A busca passa pela solidão, como outros antes disseram, mas será que é escolha ou medo? A entrega para um e para outro não parece ser possível, apesar de os dois lados serem o mesmo; os caminhos variam apenas. Todos escolhem o mesmo e eu, o outro, aquele que parece estar parado, aquele que ninguém vê. Eu vejo, alguns veem, mas este grupo está disperso. Longe. Cada qual com muito trabalho. Recomeço mais equilibrada, mas até quando? A única certeza é a da mudança, e, a de que cairemos novamente.

domingo, 13 de julho de 2014

domingo, 6 de julho de 2014

Pitch Perfect (2012)

Songs are so inspirational, it's like getting love, because when you sing, you are overwhelmed with it. It's beautiful. It's physical, you get to feel all the vibrations, it's like hearing truth. And I can see this wonderful future, where people will sing to one another, life will be a great musical, all coming as one to sing about the truth and love. We will see ourselves in the others in need, and we will sing to them, we will all sing as one. We will learn to touch others with music and be touched by it. There will be nothing more than music. Can't wait.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

sábado, 28 de junho de 2014

Vetitum

“Dentre os grandes filósofos, quem era casado? Nem Heráclito, nem Platão, nem Descartes, nem Spinoza, nem Leibnitz, nem Kant, nem Shopenhauer; mais ainda nem sequer os poderíamos imaginar casados. Um filósofo casado é motivo de comédia, esta é minha tese; a única exceção é Sócrates, o maldoso Sócrates, e ainda este me parece que se casou por ironia, precisamente para demonstra essa tese.” (p.121)

Nietzsche, F. In: Terceiro Tratado. A Genealogia da Moral. São Paulo: Ed. Escala, 2009.
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Na exposição de Dali, tantos sentimentos! Tia desmaiando na fila (assistência médica pronta a ajudar), alfinetada de cunhado (magoada), fome grande depois da looonga espera e da própria exposição em si e, pra terminar o dia, insônia, depois do sacrifício de tomar o mocaccino que ninguém gostou.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Copa no Brasil

Três cavalheiros me acompanham neste inverno cheio de gritos de torcida e de dor: Nietzsche, Ramatís e Thomas Mann.

“Que vale a taça vazia diante de quem agoniza de sede?” (p.145)
MAES, Hercílio.In: Espiritismo e Umbanda. Missão do Espiritismo. Rio de Janeiro, Freitas Basto, 1974.

“Cabeça e coração estavam embriagados e seus passos seguiam as instruções do demônio, que sente prazer em pisar com seu pé a inteligência e a dignidade humanas.” (p.146)
MANN, Thomas. A Morte em Veneza. São Paulo: Abril Cultural, 1979.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Dona de mim

Ah, o abismo! Queda que parece não ter fim. Obsessão que brota de um vazio perene, que testa a força para aguentar o furacão e chegar ao seu olho, porque o olho é a origem, é o ponto de partida, um pequeno círculo sereno que vai se abrindo em espiral, de baixo para cima, nos convidando a enfrentar outras turbulências para chegar ao centro do equilíbrio – onde não há desejos que escravizam, onde não há violência que desestabiliza, onde não há revolta que impede a elevação do espírito. Elevar para ser uno, para ser instrumento de trabalho, esvaziar-se de si e encher-se de nossa própria energia sublime aprisionada por nossa ignorância quanto a quem somos nós. Rodopio em sintonias terríveis. Peço ajuda, qualquer que seja, me tire daqui, desse furacão sem fim! Lance-me para desacordar, dando uma trégua ao meu espírito que convulsiona na matéria. Porque enfrento os vícios que guardados são, a briga se agiganta e parece a batalha das batalhas. Energias densas e viscosas demandam uma resposta que ainda não existe, porque ainda faltam alicerces, certezas. A força da mente que tenta e falha. Ainda falha. Engatinho em ser dona de mim.